Ensaio de Fenolftaleína para detectar Carbonatação no Concreto

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Ensaio de fenolftaleina concreto carbonatado

O ensaio de carbonatação com fenolftaleína é considerado um ensaio relativamente simples. Ele contribui de forma satisfatória na identificação de corrosão. Além disso, apresenta um baixo custo.

No entanto, ele pode causar dano no local do ensaio. Sendo, portanto, necessário realizar algum tipo de reparo depois de fazer o ensaio.

Em geral, o dano causado pelo ensaio depende da qualidade do concreto, e da necessidade de aprofundar mais ou menos, para que seja possível realizar o ensaio.

Portanto, para saber mais sobre o ensaio de fenolftaleína, como detectar carbonatação do concerto e muito mais, continue lendo. Pois daremos todos os detalhes nesse post.

 

O Que é a Fenolftaleína? Qual a Finalidade da Sua Aplicação?

Antes de mais nada, vamos compreender melhor o que é a fenolftaleína. Trata-se de um composto orgânico bastante usado para medir pH, ou seja, para classificar se as substâncias são ácidas ou básicas.

Ela possui a capacidade de alterar a cor, conforme o pH. Assim, se o pH for menor do que 9, será incolor. Porém, se o pH for maior, a cor apresentada será magenta.

Dessa forma, é possível utilizar uma solução desse composto, contendo o etanol como solvente, como um teste qualitativo, que servirá para detectar o grau de profundidade da carbonatação no concreto.

Além do mais, por ser um teste mais simples, não é necessário mão de obra especializada para a sua realização. Portanto, ele também apresenta um baixo custo.

Dessa forma, essa solução será borrifada por cima do concreto que foi exposto recentemente.

 

O Que é a Carbonatação do Concreto

A carbonatação do concreto é uma denominação usada para descrever a reação do CO2 (dióxido de carbono) presente na atmosfera em grautes, argamassas, concreto armado, assim como também nos sistemas de cimentações.

Desse modo, a carbonatação consiste em um dos principais meios de deteriorar o concreto armado. Além disso, ele se encontra diretamente relacionado à corrosão de armaduras.

O dióxido de carbono que se encontra no ar, consegue penetra no concreto. Com isso, ele reage aos componentes alcalinos presentes na pasta de cimento, principalmente com o hidróxido de cálcio. Dessa forma, ele forma o carbonato de cálcio.

Por fim, esse fenômeno faz com que o concreto tenha o seu pH reduzido de 13 para 9, em média. Assim, as armaduras ficam mais suscetíveis à corrosão. Assim, de acordo com que a profundidade da carbonatação vai aumentando com o passar do tempo, vai acontecendo a despassivação de armaduras.

ensaio fenolftaleina concreto carbonatação
ensaio fenolftaleina concreto carbonatação

 

Como evitar a Carbonatação do Concreto

De forma resumida, é quase impossível evitar a carbonatação do Concreto, mesmo com revestimento correto. Entretanto, as patologias derivadas da Carbonatação do Concreto estão diretamente ligadas a ação da mesma na Armadura. Portanto, deve-se assegurar de cumprir os cobrimentos da Armadura definidos em Projeto pelo Engenheiro Civil no Projeto Estrutural, pois este seguiu a ABNT NBR 6118 para defini-las.

 

Importância do Ensaio de Carbonatação do Concreto com Fenolftaleína

A fase da análise dos materiais é muito importante não só nos projetos para a execução de reparos, como também nos projetos de restauração. Porém, no caso das construções históricas, a fase de investigação é ainda mais importante.

Portanto, é necessário realizar o ensaio de carbonatação para que se possa avaliar as condições estruturais não só de viadutos, como também de pontes feitos em concreto armado, uma vez que essas estruturas ficam expostas ao dióxido de carbono que está no ar.

Afinal de contas, ela ajuda a identificar os materiais mais adequados, assim como também quais as técnicas mais apropriadas para cada caso. Pois os trabalhos de intervenção devem manter a construção devidamente preservada. Dessa forma, o seu significado cultural deve ser mantido.

Os dados obtidos por meio do ensaio permitem conhecer não apenas a história da edificação, por meio dos materiais usados, como também são capazes de revelar quais foram as principais causas que levaram ao processo de deterioração.

Assim, fica mais fácil encontrar soluções mais adequadas tecnicamente. Que apresentem, portanto, uma ação mais efetiva na restauração.

Assim, o teste feito com o objetivo de determinar qual a profundidade da frente da carbonatação visa medir o pH em uma certa superfície do concreto que foi fraturado recentemente, isento de pó. Para isso, usa-se a solução contendo a fenolftaleína.

O teste de carbonatação do concreto com fenolftaleína é considerado como um teste destrutivo. Pois, como dissemos acima, para a sua realização, é necessário causar algum dano à construção.

Além do mais, a mesma área não deve ser submetida a teste novamente. Afinal, depois de ser exposta ao ambiente com ar, o processo de carbonatação passar a acontecer na superfície nova.

Limitações do Ensaio de Fenolftaleína

Porém, quando for utilizar essa técnica, é muito importante se atentar para as suas limitações. Afinal de contas, esse composto atinge apenas as regiões em que o pH se encontra superior a 9. E, quando o pH É 11, a armadura não apresenta mais a passividade.

Por isso, essa técnica não é capaz de identificar a carbonatação, quando esta se encontra em estágio inicial, pois pode levar a um negativo “falso”, no momento da comparação de profundidade identificada no teste da carbonatação, assim como a espessura apresentada pelo recobrimento de armadura.

Aliás, é necessário levar em consideração que, ainda que a armadura não se encontre na zona de identificação da carbonatação, maior será a chance de corrosão quanto menor for a proximidade.

Em resumo, o uso de ensaios básicos nas inspeções, reduzem a subjetividade. Com isso, os resultados das análises dessas estruturas são muito melhores, pois são mais assertivos.

No entanto, é importante frisar que o simples fato de cadastrar as manifestações das estruturas, não sé suficiente para compreender como está, de fato, a situação da estrutura, assim como também não é possível identificar a vida útil da mesma.

 

Como Resolver a Carbonatação do Concreto – “descarbonatar” o Concreto

Estudos Realizados por Engenheiro Civis mostraram que, produtos básicos vendidos no mercado para este fim não tiveram os resultados esperados com a simples aplicação, conforme indicação dos fabricantes.

O ideal é a submersão da peça de concreto em um banho básico.

Entretanto, na maioria dos casos práticos, é inviável a execução de tal feito. A solução encontrada é a aplicação e cobertura com manta, para evitar a evaporação do produto e assim, deixa-lo agir por mais horas.

Caberá sempre unicamente ao profissional responsável, Engenheiro Civil, inscrito no CREA, a melhor solução.

 

Enfim, este post foi útil? Então, não deixe de comentar e de deixar um comentário. Para obter mais informações a respeito de ensaios e demais assuntos relacionados à construção civil, não deixe de entrar em contato com o Engenheiro Civil de Londrina Gustavo Zampa. Ele está sempre pronto para tirar as suas dúvidas.

Engenheiro Civil de Londrina. Especialista em Estruturas e Patologias de Construção Civil, executa projetos estruturais e de fundação, bem como Laudos, Perícias e Pareceres, além de Execução de Obras. “Seu Deus, nada sou”

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